Curso Hands On em Miami

Entre 30 e 31 de maio de 2017 Dr. Gustavo Campos foi a Miami para monitorar um curso de anatomia e artroscopia de joelho em cadáver leve. O curso HANDS ON foi realizado no renomado MARC Institute, uma fantástica estrutura para treinamento cirúrgico em peças anatômicas.

Entrevista para Saúde Line TV

Na última semana Dr. Gustavo Campos deu uma entrevista para a Saúde Line TV. O tema abordado foi a artrose, também conhecida como osteoartrose ou osteoartrite, doença extremamente comum principalmente em indivíduos mais idosos e que a cada dia irá aparecer em maior número nos hospitais e consultórios médicos. Dr. Gustavo falou sobre o TiiA, programa de Tratamento Integral e Individualizado da Artrose, no qual o paciente passa por avaliação minuciosa para que suas características individuais possam guiar o tratamento.

Aula na VII Jornada Lyonesa

Entre 25 e 27 de agosto de 2016 foi realizada no Hotel The Royal Palm Plaza em Campinas a VII Jornada Lyonesa do Brasil, evento que contou com a presença de grandes nomes mundiais da cirurgia do joelho, como os professores Philippe Neyret, Pierre Chambat, David Dejour e Michel Bonin, de Lyon (França). O dr. Gustavo Campos teve a honra de participar do evento como palestrante ministrando a aula "via de acesso de Keblish versus via anteromedial para o joelho valgo". Nesta aula foi demonstrada a experiência do grupo de joelho da UNICAMP na via de Keblish (via lateral) para os casos de artroplastias em joelho valgo, que tem obtido melhores resultados com essa técnica do que com o uso da via clássica anteromedial, o que inclusive gerou publicação na Revista Brasileira de Ortopedia (RBO).

Dor anterior do joelho, condromalácia ou condropatia patelar

A dor anterior no joelhos, ou dor patelofemoral, ou ainda disfunção femoropatelar (DFP) é uma das queixas mais comuns no consultório de um ortopedista. Os tecidos da articulação fêmoro-patelar suportam as cargas mais altas comparada a todas as outras articulações do corpo humano e freqüentemente funcionam no limite ou próximo a seus limites biológicos. Assim, estes tecidos são os primeiros no joelho a serem submetidos a cargas suprafisiológicas, provocando perda da homeostase indicada pela sensação de dor. 

    Se considerarmos o joelho como um órgão, cuja função é absorver, transmitir e redirecionar forças no membro inferior, a nossa abordagem se torna funcional. Assim, o tratamento das disfunções desta articulação passa a ter por meta a restauração da função como um todo. Scott Dye traduz de forma objetiva esta nova maneira de abordar a articulação do joelho: “este pode ser comparado a uma transmissão mecânica biológica cujo propósito é aceitar redirecionar e dissipar cargas biomecânicas. A articulação fêmoro-patelar pode ser visualizada como uma grande superfície de sustentação deslizante, com um sistema de transmissão vivo, de auto-manutenção e auto-reparação. Os ligamentos podem ser visualizados como um sistema articulado e sensitivo, os meniscos como superfície sensitiva móvel. Os músculos, nesta analogia, funcionam como motores celulares vivos, que em contração concêntrica transmitem forças através do joelho e em contração excêntrica agem para absorver e dissipar cargas”.

    Portanto, a dor muitas vezes não é causada por uma lesão anatômica, mas por um distúrbio funcional. Isto significa que não há necessariamente algo machucado ou fora do lugar, ou um desgaste na cartilagem. As famosas condromalácia, ou condropatia patelar não são causas da dor, mas a dor e a alteração na cartilagem da patela são consequências de um desequilíbrio na transmissão de forças. É o desequilíbrio muscular e de controle motor a verdadeira causa da dor. Isso significa que o tratamento não será através de cirurgias ou medicamentos, mas consistirá no reequilíbrio do membro como um todo, geralmente conseguido com um programa de exercícios. Importante destacar que muitas vezes o distúrbio que está gerando dor no joelho encontra-se na verdade no quadril, com fraquezas de rotadores e abdutores e frequentemente valgo dinâmico.

    Sendo assim, o diagnóstico funcional é fundamental para a correta abordagem.

Lyon's School of Knee Surgery

Durante seis semanas o ortopedista Gustavo Campos, da equipe do Instituto Wilson Mello, acompanhou a rotina de quatro dos principais especialistas em cirurgia do joelho do mundo. Selecionado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho para o programa Joelho sem Fronteiras, Dr. Gustavo teve a oportunidade de estagiar em Lyon, na França, com os renomados médicos David Dejour, Philippe Neyret, Bertrand Sonnery e Michel Bonnin.

A experiência foi riquíssima porque durante o período em que esteve na França, Dr. Gustavo pode acompanhar os profissionais no consultório e no centro cirúrgico, inclusive participando das cirurgias na maioria das vezes. E para completar, cada um dos médicos se destaca principalmente em uma área, como prótese, lesões esportivas e cirurgias para a articulação femoropatelar. "Foi uma ótima oportunidade para observar o que os grandes nomes de Lyon estão fazendo em sua prática diária e também para ver de perto como funcionam os serviços públicos e privados na França", disse.

A boa notícia, segundo o médico do Instituto Wilson Mello, é que as técnicas vistas em Lyon já são quase todas usadas no Brasil. Em relação ao serviço privado, o Instituto Wilson Mello está no mesmo nível que as clínicas lyonesas. "Alguns procedimentos podemos incorporar aqui na nossa rotina", contou, destacando que uma das novidades é a reconstrução extra-articular associada à reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior.

Já com relação às cirurgias de prótese, a prática usual deles é utilizarem a anestesia geral e local, enquanto aqui no Brasil usa-se a Raquianestesia e/ou Peridural. Mas do ponto de vista de internação, o tempo é de quatro a seis dias, enquanto aqui são em média três. "Nesse ponto, seguimos mais a escola americana, que defende uma internação mais curta", observa.

Para Dr. Gustavo, o estágio em Lyon foi uma experiência sensacional para enriquecer seu currículo e possibilitar que utilize tudo que aprendeu com seus pacientes, dividindo os conhecimentos também com seus colegas de profissão tanto do IWMello quanto da Unicamp.

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Chondroprotective agents: are we being too dogmatic?

Na edição de agosto/2014 do open Journal Medical Express Dr. Gustavo publicou uma revisão discorrendo sobre o excessivo dogmatismo dos recentes guidelines em tratamento de artrose, que, apesar das boas evidência em eficácia e segurança dos condroprotetores, não recomendam mais o seu uso. Foi realizada uma revisão da literatura e encontrados dados de alta qualidade mostrando que os agentes condroprotetores são seguros, eficazes e podem inclusive diminuir a necessidade de uso de anti-inflamatórios pelos pacientes.

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