Perninhas Tortas

Dr., meu filho tem as perninhas tortas.

É muito comum e natural a preocupação dos pais em relação aos filhos, ao acharem que os mesmos tem algum probleminha nos membro inferiores.

São muito frequentes no consultório queixas como " pernas tortas", "meu filho cai frequentemente", "pézinho chato", ou "dores nas pernas", estas últimas muitas vezes de forte intensidade.

É importante a correta avaliação por um ortopedista, a fim de se separar alterações normais ao desenvolvimento de qualquer criança de patologias que necessitam de tratamento.

A criança poderá apresentar pequenas alterações nos membros inferiores, como joelhinhos para fora, ou para dentro (em "X"), pés planos, "pés para dentro", alterações que na visão leiga, sobretudo de pais zelosos e preocupados com a saúde de seu bem mais precioso, parecem problemas gravíssimos. Tais alterações, porém, irão desaparecer com o tempo em 95% das vezes.

O exercício de paciencia, e, sobretudo, a confiança no seu médico, são as principais ferramentas para um desenvolvimento saudável da criança.

 

Sindrome do Stress Tibial Medial (CANELITE)

A Síndrome do Estresse Tibial Medial, popularmente conhecida como CANELITE, envolve dor progressiva em torno dos dois terços distais do aspecto póstero-medial da tíbia. A dor quase sempre é difusa, ao redor da tíbia na área conhecida como “canela”. No início observa-se dor após o exercício físico intenso. Mais tarde, o distúrbio piora, a marcha diária torna-se dolorosa, havendo dor rigidez pela manhã.

CAUSAS DA LESÃO

Sobrecarga, erros de treinamento, pronação excessiva da articulação subtalar, e uso de calçados inadequados, levam a um estresse da fáscia (tecido que reveste os músculos) e o periósteo ( revestimento do osso).

TRATAMENTO

Inicialmente, excluir a possibilidade de fratura por estresse da tíbia é fundamental, para isso, solicita-se, radiografia simples, para constatar se ocorreu a lesão. Descartando a possibilidade de fratura por estresse,  o tratamento que inclui:

  • Modificação da atividade, evitando impacto e sobrecarga, deve-se preferir a bicicleta ergométrica, ou exercício na piscina, para manter o condicionamento adquirido. As atividades de corrida e saltos devem ser suspensas, inicialmenrte, por um período de aproximadamente, 7 a 10 dias.
  • Uso de antiinflamatórios orais.
  • Gelo e/ou TENS, podem ser eficaz no início para reduzir a dor
  • Correção da pronação do pé, com tênis específico para pisada pronadora, e se houver necessidade palmilhas especiais.
  • Exercícios de alongamentos para os músculos da panturrilha.

 

Osteoporose

É uma doença esquelética sistêmica que se caracteriza pela diminuição da massa óssea e por uma alteração da qualidade microestrutural do osso, levando a uma diminuição da resistência óssea e ao consequente aumento do risco de fraturas.

As fraturas mais frequentes ocorrem nas vértebras dorsais e lombares, na extremidade distal do rádio e no fémur proximal.

Atinge sobretudo as mulheres pós-menopáusicas e as pessoas idosas de ambos os sexos.

Quais são os fatores de risco?

Não modificáveis

  • Sexo feminino - uma em cada três mulheres e um em cada oito homens com mais de 50 anos são afetados pela osteoporose;
  •  Idade superior a 65 anos;
  • Raças branca ou amarela;
  • História familiar de fratura.

Potencialmente modificáveis

  • Menopausa precoce;
  • Hipogonadismo;
  • Períodos de amenorreia prolongada;
  • Índice de massa corporal baixo (inferior a 19 quilogramas por cada metro quadrado);
  • Imobilização prolongada;Existência de doenças que alterem o metabolismo ósseo, como endocrinopatias, doenças reumáticas crônicas, insuficiência renal ou anorexia nervosa;
  • Utilização de fármacos que provocam diminuição da massa óssea, como corticosteróides, anticonvulsivantes e anticoagulantes, antidepressivos, ansiolíticos e/ou anti-hipertensores;
  • Estilo de vida, como dietas pobres em cálcio, sedentarismo, tabagismo, alcoolismo e consumo excessivo de cafeína.

Como se diagnostica?

O diagnóstico precoce faz-se através de uma osteodensitometria de dupla energia radiológica, que permite identificar as categorias e avaliar o risco de fratura.

Podem ser feitas, também, avaliações laboratoriais e radiografias da coluna dorsal e lombar de perfil, para rastrear a presença de deformação vertebral, entre outros exames.

Como se trata?

Há diferentes abordagens terapêuticas, dependendo do grau e  da história de fratura e fragilidade, mas normalmente implica tanto medicação como outro tipo de medidas.

Nas pessoas mais idosas, institucionalizadas ou com mobilidade reduzida e com propensão para quedas, faz-se o uso de suplementos de cálcio e de vitamina D e medidas de prevenção das quedas.